Artigos de Psicologia
Escritos por Marilena Henriques Teixeira Netto
A Mente dos 7 a 8 anos
Nesta fase, a
criança ainda não está pronta para pensar sobre hipóteses. Portanto, é comum a
mãe dizer: “Não faça isso ou vai acontecer tal coisa”. É difícil para ela
entender, e muito comum, a situação acabar com a famosa frase: “Eu não disse?”
Refira o passado
para dar os exemplos, lembrando-a do que aconteceu anteriormente. Pensar sobre
o passado é mais fácil para a criança.
Apesar de serem muito independentes,
e terem um vocabulário maior, as frase mais “adultas” devem ser evitadas.
É comum ouvir de alguns pais : “Você deve respeitar os limites do seu amigo, etc..”
Imaginam que, este filho já está
pronto para entender frases desse tipo. A criança precisa ouvir uma linguagem à
altura dela, para entender exatamente o que os pais querem que ela faça.
Nessa idade que muitos querem saber
como se faz os bebês. Caso a mãe se sinta constrangida em explicar, há
excelentes livros sobre esse assunto. Ao terminar de ler, pergunte se ela
entendeu tudo e deixe o livro com ela. Talvez ela tenha a curiosidade de folhear
o livro, e depois lhe mostre que guardará o livro, juntamente, com outros no
quarto dela. O livro é dela, e é provável que ela queira vê-lo novamente.
É uma fase em que a maioria dos
meninos é rebelde com o asseio. É melhor fazer uma triagem e ver o que realmente
é importante. Se não querem pentear os cabelo, deixe-os, assim, de vez em
quando. Escovar os dentes, não há escolha.
É necessário que os pais escovem os
dentes dos filhos até os 7 anos. Pois até essa idade não há uma musculatura
fina bem desenvolvida. Deixá-los por conta própria nessa tarefa, e depois
“cobrar” uma perfeição é inadequado e injusto para com eles. Não imaginam como
poderão fazer melhor.
Como é uma fase de grande
motricidade, geralmente, é confundido com hiperatividade.
Os pais percebem que alguns são
hipocondríacos. Se sangram, acham que vão morrer e ficam assustados. Estão,
simplesmente, mais sensíveis e por isso, se deve evitar que vejam filmes de
terror. Às vezes, ficam mais impressionados e desejam dormir com os pais. É
normal que eles imaginem que o filho está numa fase de regressão, pois
geralmente já dormem sozinhos há muito tempo. Trata-se apenas, de uma fase mais
sensível aos acontecimentos.
Essa é a fase de identificação
sexual. As meninas copiam as mães e os meninos copiam os pais. É
um
período muito importante, pois o pai que esteve meio ausente com o filho, e
deixou as atividades e compromissos para a mãe, agora precisa estar presente e
mais próximo deste filho. Este filho precisa observar melhor o comportamento
deste pai, o gosto e preferências masculinas, e assim fortalecerá a sua
identificação.
Manter as roupas em ordem é muito
difícil para eles, por isso evite o desgaste de exigir limpeza e ordem no
quarto. É preferível vê-los assim; já que este comportamento é normal nesta
fase, a vê-los muito ordenados e preocupados com limpeza, o que pode ocasionar
traços obsessivos.
Como são instáveis, passam um mês
fazendo determinada atividade, logo se cansam e já querem outra. Essa variedade
de esportes e atividades é importante para diversificarem. Tenha paciência com
essa troca constante.
É uma fase aonde as informações são
tão diversas e a vontade de viver e fazer coisas diferentes é tão intensa que,
não querem dormir cedo. O sono seria uma perda de tempo. É importante que haja
um pouco de flexibilidade dos pais nessa fase.
Tendo recebido muito pedidos de
sugestões de livros sobre esta faixa de idade, recomendo as publicações da
Clínica Tavistock. Em português, publicados pela Editora Imago :
- Compreendendo seu filho de 7 anos – Elsie Osborne
- Compreendendo seu filho de 8 anos – Lisa Miller

Gente, é óbvio que eu não vou desmerecer o trabalho dos psicólogos, nunca se ouviu tanto o termo "psicologia infantil", nunca nos questionamos tanto sobre a educação das crianças. No entanto, nunca assistimos, em qualquer outra geração, a uma massa de pais tão embabacados e desprovidos do bom senso. Hoje está na moda SER amigo e não pai e mãe dos filhos. Lendo este artigo, que aliás, sempre faço, no intuito de entender cada fase que minhas filhas estão, percebo que hoje, os especialistas nos pedem uma certa "flexibilidade" para com a educação nos nossos filhos. Só que, infelizmente, essa flexibilidade está cada vez mais se tornando liberdade (no seu sentido deseducador)! Entender a fase que seu filho ou filha atravessa deveria servir de ferramenta para saber como lidar com certas situações e não para deixá-los "à vontade" com suas vontades! Não estou tomando partido da linha GENERAL ou VIOLENTA, até por que a flexibilidade cabe na nossa educação na nossa casa. Mas limites precisam, como nunca ser dados aos filhos! Isso é AMOR! A criança precisa saber que suas ações afetam a família e outras pessoas! Por exemplo: Quando minha filha mais velha (de 8 anos) insiste em demorar no banho, às vezes, desistimos de fazer alguma programação familiar só pra lhe mostrar que o tempo que poderíamos ter gasto com diversão ou leitura, ela resolveu usá-lo no banheiro. E funciona! Ou ainda ela precisa saber que certas ações vão afetar a ela mesma! Como não pentear seus cabelos ou não escovar seus dentes - quando feitas com frequência. Acho essa fase, a de oito anos, bem complicadinha: Me parece que, mais do que nunca, a minha filha quer nos desafiar, quer que suas vontades prevaleçam, quer tomar conta da situação! Uma coisa é estimular seus talentos, sua criatividade, outra é deixar espaço para que ela nos imponha a rotina (ou falta dela) na casa!
ResponderExcluirEu e meu marido, Alexandre Tenorio Freire, escolhemos os ensinamentos de Jesus para educar nossos filhos, pois, entendemos que a família é uma comunidade de amor e de vida e nossa pequena igreja!
ResponderExcluir"Cumpre educar as crianças no sentido de se formar uma conciência; educá-las, portanto, para a liberdade e para a responsabilidade; prepará-las para a convivência, que exige reconhecimento dos direitos e das necessidades dos outros. O EVANGELHO ensina a educar toda criatura para a justiça, para o amor Àgape (amor que quer amar pela alegria de servir), para o trabalho, para a solidariedade e para a honestidade. Não para a guerra, a agressão, a inveja. Na criança é preciso ver a Jeseus."
Igino Giordani